O deputado federal Eduardo Bolsonaro, o "Lírol Banana-Gold" que vinha atuando como líder da bancada trampista no Congresso Nacional brasileiro, anunciou nesta terça-feira, 18 de março, que requereu licença não remunerada à Câmara dos Deputados para tratar de assuntos particulares nos Estados Unidos, onde já se encontrava desde a posse de Donald Trump articulando medidas governamentais, judiciais e legislativas contra os interesses do Brasil.
É o típico caso do patriota que faz de seu cargo público instrumento para prejudicar a pátria cujo erário o remunera. Não à toa, era o líder dessa cambada pró-Estados Unidos. Ops! Cambada, não, perdoem-me. Eu quis teclar bancada.
A real motivação do afastamento, porém, é o temor que Eduardo tem de ser preso, segundo suas próprias e reiteradas palavras, o que pode caracterizar desvio de finalidade da decisão tomada e inviabilizá-la por evidente nulidade.
Em verdade, porém, Eduardo Bolsonaro não corre risco algum de ser preso, já que não responde a nenhuma ação penal pública.
Segundo levantamento do portal UOL, Eduardo responde a apenas quatro queixas-crimes, que são ações penais de natureza privada sem qualquer potencial real de levá-lo para trás das grades: uma ação movida pelos Weintraub (Abraham, que foi ministro contra a educação durante o governo contra o Brasil de Jair BolsoNero, e seu irmão Artur) e outras três pela cantora Daniela Mercury, pela deputada Tábata Amaral e pela empresária Vanessa Moreira. Todas as ações têm por objeto crimes contra a honra. Se o prezado leitor ou leitora sabe de alguém que esteja ou tenha sido preso por injúria, calúnia ou difamação, me informe, por gentileza, porque em meus 37 anos de advocacia jamais conheci nem um único caso.
Além dessas, responde a uma ação cível, em que o presidente Lula pede uma indenização por dano moral, e figura como investigado no inquérito penal que resultou do relatório finaI da CPI da Covid.
Nada que possa justificar sua prisão neste momento, ou mesmo em momento posterior, tampouco a apreensão de seu passaporte — tanto que o próprio PGR negou-se a fazer requerimento nesse sentido e a hipótese já foi descartada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Ou têm razão os que dizem que Eduardo Bolsonaro está apenas “construindo uma narrativa” e montou um espetáculo circense de péssimo gosto para se colocar como vítima de um estado brasileiro supostamente ditatorial, com o suposto tirano Alexandre de Moraes à frente (“abaixo o alexandrismo!”, foi a pérola que gritou o irmão Flávio no velório-em-vida do falecido Jair BolsoNero, durante a cerimônia fúnebre do último domingo, 16, no Rio de Janeiro), com direito a choro do pai em entrevista coletiva pela “perda do filho” (nada como uma família unida e que se ama tão verdadeiramente, né messs?) e do próprio rebento em performance ridícula durante entrevista ao ridículo apresentador Ernesto Lacombe, com vistas a dar visibilidade à sua possível candidatura à presidência da República em 2026, ou ele de fato não passa de um tipo que se amedronta com tão extrema facilidade que defeca e foge assim que lhe batem o pé. Comportamento, por sinal, incompatível com o intrépido que outrora dizia que lhe bastavam um cabo e um soldado num jipe para fechar o Supremo.
Se me permitem adulterar um velho ditado, quem sai aos seus muitas vezes já sai degenerado tanto quanto. Parece ser esse o caso.
Bastou os deputados federais Lindberg Farias e Rogério Correia, ambos do PT, baterem o pé para darem um susto de leve no colega Zero Três da familia dos Zeros, mediante representação sem consistência jurídica que levaram ao procurador-geral da República com vistas a apreender-lhe o passaporte, para o filhote de BolsoNero correr para debaixo da saia da mãezona Donald Trump, na esperança de que a galinha de penas douradas que preside os Estados Unidos acolha o pintinho alheio.
Pintinho? Ooops! Perdão pelo trocadilho.



Mais uma vez, lúcido e ferino na denúncia desses seres da extrema-direita